quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mascarados na página da Web

O artigo Curtir é Covardia, de Jonathan Frazen, traz a nossa superfície uma tendencia consequente de uma revolução tecnológica que transformou o que entendemos por sociedade. Cada geração é marcada por um perfil, mas todas possuem um denominador comum que é a relação entre as pessoas. Alias, quase todas. A geração de hoje que convive com o tecnoconsumo parece se comunicar mais com o seu computador ou com seu BlackBerry Bold. Existe um novo produto a venda e se chama paixão, disfarçada em qualquer novidade tecnológica que te ligue à internet e faça você existir. É isso que Jonathan propõe, o consumo da mercadoria numa espécie de sublimação do verdadeiro amor, deixando o individuo limitado ao mundo midiático ou do rede social.

Jonathan levanta que as redes sociais são uma covardia pelo fato de nos mascararmos em páginas da web, como se elas fossem nós mesmos, ou diria eu plagiando McLuhan: uma extensão do nosso corpo. A consequencia é o medo de viver o verdadeiro, de não se mostrar com é, com seus defeitos, afinal quem é perfeito? Sim, concordo com Jonathan, entramos numa tendencia de “curtir” o “fake”. A salvação, e ao mesmo tempo a ameça ao tecnoconsumismo, que o articulista nos fornece é o amor verdadeiro, da relação com alguem de verdade, que nos mostrará algo de verdade.
De mais um cara que talvez exista, eu indico a leitura deste artigo, que foi publicado no Estadão:





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