Mas qual seria a linha divisória entre o vandalismo e a arte nas ruas? Para Monteiro é uma linha tênue. Exemplos como o grupo que invadiu e pichou o andar vazio da 28ª Bienal de Artes de São Paulo em 2008, e um ano depois se iniciou um fogo cruzado entre os que tratavam os pichadores apenas como marginais e aqueles que os viam como artistas brilhantes. “Creio que quando se tenta alterar, intervir de forma compulsiva, sem a devida autorização o patrimônio privado e não público, pode ser considerado um ato de vandalismo, mas até isso pode ser contestado.” ressalta Monteiro. Realmente é uma questão que gera discussões, principalmente quando o protagonista no caso é o pichador. O picho é feito tanto em lugares públicos quanto em invasões de patrimônios privados.
Para Monteiro a intervenção urbana já foi absorvida pela nossa cultura e por isso já viraram linguagens artísticas e perderam status de excluídas socialmente ou marginalizadas. Poucas intervenções ou manifestações urbanas podem ser consideradas fruto da segregação social. Os raros exemplos são os pichadores.
Quanto mais dinâmica se torna a vida na cidade, novas formas de intervenção urbana surgem. Das undergrounds às de grande repercussão. Os stickers, por exemplo, são adesivos criados por jovens sem muita pretensão, que escolhem esse meio para divulgar a sua arte – muitos são colados nas ruas – além disso, mostram que tem potencial para criar algo único e com sua personalidade.
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