Como diz o velho ditado "pimenta nos olhos dos outros é refresco". É assim que trabalha o formato do programa Chupim da rádio Metropolitana FM - 98,5 de São Paulo. O programa é lider de audiência na capital paulista é o programa mais escutado do horário em todo o Brasil, sempre ao vivo todos os dias. Chupim nasceu praticamente junto com a rádio Metropolitana em 1996, inovando um segmento diferenciado; passar trotes. Além de patrocínios, o programa atrai também uma quantidade interessante de testemunhais com ações promocionais. Empresas como a Claro também apostaram na irreverência do Chupim para anunciar: durante os programas, os personagens utilizavam o jargão “troca o chip” para qualquer tipo de assunto chato que estivesse em pauta.
No Chupim, Bartô, com voz natural grave e elegante, divide os microfones com quatro apresentadores. A drag queen Léo Áquilla, conhecida de outros carnavais na TV, ex-parceira de palco de Monique Evans e Luciana Gimenez. Mano Cleiton, um mano da periferia que usa boné, correntão no pescoço, calça de náilon e só consegue dizer "mano", tá ligado, mano? Barbie, nome artístico de Amanda Bello, dona de blusinhas apertadíssimas que por certo comprometem sua respiração - bem, aceito outras explicações para sua voz fininha e estrepitosa, de quem chupou gás hélio de balão de parquinho. E Marcelo Barbur, o Beby, inventor do programa com o dono da rádio, Jayr Sanzone. Beby (se diz Bébi mesmo) possui uma devotada curiosidade pela sexualidade alheia: "Você é gay, não é?", ele sempre pergunta, com uma voz nem lá nem cá. Em seus trotes esse cara tem tanta lábia que já conseguiu fazer garota de programa se apaixonar por ele, garoto de 13 anos chorar, já fez um cara desligar a tv para conversar com ele, disse para a mãe que o filho dela era gay, que o amigo ganhou na mega-sena , fez cantora contar até 100 e antes dela terminar de contar desligar o telefone na cara, Essas e muitas outras peripécias para pegar os outros. O conteúdo do programa é irreverente e sarcástico, um segmento que alguns amam e outros odeiam completamente, pois passa o começo de noite só torrando as paciências, porém parece que o formato agrada muitos ouvintes, segmento este que fez muitas rádios do Brasil a juntar-se neste ramo de pegadinha.
Basicamente, o Chupim é um festival de grosserias proferidas com a pretensão de divertir o motorista irremediavelmente preso no rush paulistano. Consiste em passar trotes em pessoas que põem passarinhos, persianas e outras quinquilharias à venda em anúncios de jornal. E também em esculhambar os ouvintes que telefonam implorando por ingressos de shows, iPods ou convites vip para motéis na Rodovia Raposo Tavares. No meio, muita música americana chacoalhante e algum rock adolescente brasileiro.
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